sábado, 27 de abril de 2013

Lugar ao gelo garantido por escrito

Ontem, o diretor da escola me chamou para assinar meu contrato de trabalho. Li atenciosamente o contrato e lá estava a palavrinha mágica: "fast stilling". Emprego efetivo. Ninguém tirará o emprego de mim, a não ser que eu mesma peça demissão ou faça algo muito, mas muito sério. Nada mais de nervosismo ao final de cada ano letivo, pensando "será que eles vão renovar o contrato para o ano que vem?" e "e se aparecer uma pessoa melhor qualificada e eles a escolherem?" Vou trabalhar 80 %, ou seja, 24, 6 horas semanais. Mas, primeiro vou tirar férias. Longas e merecidas, esquecer trabalho e faculdade por um bom tempo. Ainda não recebi minha cópia do contrato, só vou acreditar completamente quando o tiver em minhas mãos.

Hoje foi o dugnad de primavera aqui no prédio onde moro. Dugnad significa mutirão e todos os moradores (pelo menos no papel) têm que comparecer e trabalhar nas áreas comuns do prédio. Eu e o meu marido trabalhamos no jardim, rastelamos as folhas secas no terraço na parte anterior do prédio, podamos os arbustos e as árvores, lavamos o corredor entre a entrada principal e o terraço, enfim, acho que contribuímos mais que o suficiente. Somente dois moradores não deram sinal de vida, mas, felizmente, aqui é difícil alguém fugir de sua responsabilidade, eles terão que trabalhar depois. Se alguém não paga o condomínio do apartamento, o apartamento é vendido para pagar a dívida e o caloteiro tem que se mudar. Quando eu morei em prédio no Brasil, muita gente não pagava o condomínio e ficava impune (mas, carro zero, ah, isso eles podiam pagar...).


Resultado do nosso trabalho no dugnad de primavera
 

terça-feira, 16 de abril de 2013

O outro lado da moeda

Há algumas semanas, publiquei uma postagem com um artigo escrito por uma americana sobre a falta de simpatia dos noruegueses. E hoje, encontrei um artigo (na verdade, uma postagem em um blog) de um francês contando suas impressões sobre o Brasil. Aqui está o link para a postagem:

Curiosidades brasileiras

Não publicarei o texto aqui por que é muito longo e não pedi permissão ao autor. 
Achei interessante ele começar o texto por dizer que as impressões podem ser um pouco exageradas.
Concordei plenamente com as seguintes impressões: 
1 Sinto tanto a falta de filas na Noruega!
3 Faço isso aqui quando como hamburguer, não consigo deixar de usar guardanapo!
6
9 Passei por essa experiência em uma churrascaria, realmente irritante
13 Sou neta de japoneses por parte de mãe, e sofri muito com bullying por ser descendente de japoneses. Horrível como as pessoas generalizavam e atacavam os asiáticos! Espero que isso não aconteça hoje em dia!
15, 16, 17
19 Adoro assistir a minisséries e algumas novelas antigas - tenho o DVD da Escrava Isaura, mas essas novelas atuais não consigo mais assistir, não!
21 E mesmo assim, com tanta comida, há gente passando fome
22 Quem reclama do café brasileiro ainda não experimentou o norueguês!
23, 24, 25
28 Aqui na Noruega ninguém nunca ouviu falar em buffet adulto, muito menos infantil!
42 Tive que vir à Noruega fazer faculdade para conhecer a cultura latino-americana. Que vergonha!
46 Na Noruega, as coisas funcionam um pouco melhor, mas ainda longe da perfeição.
47, 50, 54, 56, 57

Quanto às outras impressões, há algumas com as quais concordo parcialmente e outras que, na minha opinião, são estereótipos. Mas, na verdade, todas as impressões são esterótipos, e temos que sempre ter cuidado com eles.

domingo, 14 de abril de 2013

Vim, sofri e venci

Na descrição do meu blog, escrevi que estou batalhando dia a dia para conquistar meu lugar ao gelo. Pois, este dia chegou. Semana passada, fiz entrevista na escola onde trabalho para tentar um emprego efetivo (fast jobb em norueguês). Na Noruega, nenhum professor pode ter fast jobb sem ter curso superior em pedagogia (se bem que há muitos municípios pequenos por aqui empregando gente despreparada para lecionar, geralmente gente da família ou conhecidos - é, existe nepotismo aqui também). Professor sem formação pedagógica tem que se contentar com vikariat (trabalho temporário). Como vou terminar meu curso de pedagogia em junho, em agosto poderei trabalhar como efetiva. Me saí bem na entrevista, mas havia uma questão que poderia fazer com que eu não conseguisse o emprego. Eu quero passar mais de um mês no Brasil nas próximas férias, e por isso teria que recomeçar na escola mais tarde do que os outros professores. Na minha solicitação de emprego, escrevi que queria não somente o emprego, mas também uma licença mais prolongada depois das férias de verão aqui.

Me disseram que eu receberia uma resposta na semana seguinte. Na quarta-feira, o diretor da escola me chamou no escritório e me disse que EU TINHA CONSEGUIDO O EMPREGO E A LICENÇA!!! :-). Fiquei, claro, muito feliz! Finalmente, depois de quase sete anos de Noruega, trabalhando dois anos na faxina, fazendo cinco anos de faculdade, sempre com textos para ler, provas, trabalhos para entregar e três anos trabalhando em escolas, sempre sem saber se eu iria estar empregada no ano seguinte, agora poderei respirar aliviada e contar com emprego garantido para sempre! Vou também terminar a faculdade em junho. Daqui pra frente qualquer estudo que eu quiser fazer será um bônus para minha carreira, e não uma obrigação. Claro que eu não vou parar de estudar, mas vou me dar um presentão e descansar muito nessas férias que vêm por aí com meu maridão querido, que nunca, nunca mesmo deixou de me incentivar e dar apoio (mesmo quando a casa estava de cabeça para baixo por que eu tinha que estudar para as provas). Já temos tudo planejado, daqui a mais ou menos dois meses e meio, quando receber meu diploma da faculdade, vou poder gritar para quem quiser ouvir: "CONSEGUI MEU LUGAR AO GELOOOO!".

Para terminar, minha música de vitórias:



terça-feira, 19 de março de 2013

Noruegueses arrogantes?

Artigo publicado no jornal norueguês Bergens Tidende, onde uma menina norte-americana de 16 anos reflete sobre a falta de simpatia dos noruegueses para com estranhos. Achei tão interessante, que quis traduzir.

Artigo original aqui: http://blogg.bt.no/btbatt/2013/03/14/overlegne-nordmenn/

Eu me mudei dos EUA para a Noruega há quatro anos. Não conhecia nenhum norueguês, não sabia falar norueguês e não conhecia a cultura norueguesa. Depois de muito tempo, internato, muitas aulas de norueguês - aprendi finalmente o idioma. Daí ficou mais fácil para mim fazer contato com outros jovens noruegueses e eu estava ansiosa por isso. Eu queria fazer amizades e queria poder conversar com outras pessoas na sua língua nativa. 

Eu vejo a mim mesma como uma pessoa bem simpática. Eu digo "Oi!" para todos - para a pessoa que senta ao meu lado no ônibus, amigos de amigos, professores, a pessoa na fila do caixa - todos. Eu faço isso simplesmente porque é um hábito ser simpática. Eu fico contente quando um estranho me diz "Oi", ou simplesmente sorri para mim. Isso é comum nos EUA, pelo menos. Algo que eu percebo na Noruega, é que noruegueses não são simpáticos. Eles se importam quase somente consigo mesmos ou com seu "povo". Claro que isso não se aplica a todos, mas a muitos. 

Um dia quando eu estava indo para a escola, eu escorreguei e caí no gelo e todos os meus livros caíram da minha mochila, que estava aberta. Eu fiquei ensopada. Doeu muito quando eu caí no gelo, e foi difícil levantar. Cinco vizinhos passaram por mim. Quantos me ajudaram? Nenhum. Eles olhavam para mim e passavam direto. Um homem disse "É, está bem escorregadio!", e passou direto. O que é isso? Não se pode ajudar outras pessoas se você não as conhece? É assim que funciona?

Meus amigos acham que eu sou meio esquisita às vezes, já que eu sou simpática e falo com todas as pessoas que encontro. Nós costumamos ir ao mercado no intervalo das aulas e, quando vamos pagar, eu quase sempre converso com o (a) funcionário (a) do caixa. "Oi, tudo bem?". "Hoje tive uma prova difícil, eu fiquei muito nervosa!", "Você teve um bom dia?", "Estou comprando tudo isso de bolo porque vou ter visitas no meu aniversário amanhã, entende?" -  são coisas típicas que eu posso dizer para o caixa. É completamente normal para mim! Meus amigos ficam muito encabulados e me pedem para parar com isso. Eu simplesmente gosto de falar com as pessoas, é tão errado assim? Viaje para os EUA! Vá ao mercado, vá fazer uma corrida, sente em um ônibus; eu sou capaz de garantir que pelo menos uma pessoa vem falar com você e perguntar como vai. Eu acho isso extremamente amável. Receber um sorriso de um estranho pode fazer o seu dia melhor. Mas, pensando bem - viaje para o exterior, nem precisa ser somente os EUA. Tenho quase certeza que há pessoas muito mais simpáticas que na Noruega.

Uma coisa que eu me pergunto é: Como que os noruegueses fazem amizades? Se eu estou esperando um ônibus com um amigo, e um amigo desse amigo chega e diz "Oi!", eu digo "Oi!" e cumprimento essa pessoa, simplesmente porque eu gosto de conhecer pessoas novas e gosto de ser educada! Eu lembro um dia depois da escola, eu fui para o ponto de ônibus sozinha, então encontrei muitos dos meus amigos, mas havia uma menina que eu não conhecia. Eu estendi minha mão para me apresentar e disse o meu nome, e ela me olhou como se eu fosse uma idiota! Ela apertou minha mão e disse como se chamava,  mas durante todo o tempo que eu fiquei com aquela turma ela me olhava como se eu tivesse acabado de assassinar toda a família dela ou algo parecido. É totalmente ridículo.

PORÉM... Há um porém aqui. Quando os noruegueses ingerem bebidas alcoólicas - isso vale para os jovens e os mais adultos - é completamente diferente. É exatamente aí que todos ficam simpáticos, fazem barulho, ficam amáveis, etc. É assim que tem que ser? É preciso encher a cara para se divertir, fazer festa, para fazer amizades e ser simpático?

Eu noto que eu fico irritada quando eu sorrio para alguém que passa, e eles olham para mim como se eu f2osse maluca. Eu sorrio para todos! Amigos, familiares, conhecidos, estranhos. Qual é o problema em sorrir de volta? Até o pessoal que passa no corredor da escola tem problemas para tirar o olhar do chão e sorrir ou dizer oi OU QUALQUER OUTRA COISA. O que será de mim em 5-10 anos? Será que eu vou ficar como a maioria dos noruegueses? Antipática e mal-educada? Eu não tenho a mínima intenção de destratar os noruegueses, e não acho que todos os noruegueses sejam antipáticos. Assim que eu consigo fazer contato com alguém eles geralmente se tornam bem simpáticos! Mas, o que aconteceu com as boas maneiras do dia a dia?
Emily Mason 

Eu também não acho que todos os noruegueses sejam antipáticos, mas concordo com muitas coisas que Emily escreve. Tenho até alguns casos para relatar:
Uma vez, na faculdade, o professor pediu para que nós discutíssemos uma pergunta com a pessoa que estava sentada ao nosso lado durante alguns minutos. A menina do meu lado virou as costas para mim e começou a conversar com a pessoa ao seu lado, sendo que ela viu que não havia ninguém mais ao meu lado. Sorrir para estranhos aqui pode ser rapidamente interpretado como flerte, não como simpatia.
Em junho do ano passado, quando levei um tombo e tive uma luxação no tornozelo voltando da confraternização de verão (eu não tinha bebido nada de álcool, foi um acidente mesmo), nenhum dos meus colegas de trabalho pareceu ter me levado muito a sério. Um senhor que estava esperando o bonde deu risada. Durante os quinze minutos que passamos no bonde de volta para a cidade, eu quase não aguentando de dor e com lágrimas nos olhos (os colegas rindo e conversando ao meu lado), só aí eles entenderam que eu tinha me acidentado com um certo grau de gravidade. O senhor que havia dado risada desceu do bonde e falou "Puxa, parece que você se machucou de verdade, hein!". 
Depois de quase sete anos morando aqui, percebo que eu também estou perdendo essa simpatia do dia a dia, já que, como Emily disse, as pessoas nos olham como se a gente fosse maluca se a fazemos algo que foge aos costumes considerados normais.

Semana de estudante

Esta semana estou tendo aulas na faculdade três dias. Neste momento estou na aula de didática de inglês. Depois vou ter que esperar meu grupo do trabalho de pesquisa enquanto corrijo provas e leio para a aula de amanhã. Eu acho ótimos esses dias de estudante por que quebram um pouco a rotina de ter que ir pro trabalho na escola todo santo dia. Vou trabalhar na quinta-feira e na sexta a nona série inteira vai esquiar numa estação de esqui chamada Vassfjellet. Eu sou uma negação para esquiar, então vou ficar só de inspetora de alunos no meio das montanhas. Haja roupas quentes!

Os dias estão ensolarados, mas muito frios ainda. Depois da Páscoa a primavera (espero) começará a dar os ares de sua graça, e aí é só contar os dias pras férias de verão (21 junho).

Bom, o intervalo acabou, tenho que voltar pra realidade.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Alimentação saudável na Noruega

Estar de férias é ótimo por que dá tempo de navegar na internet e assistir à reportagens e documentários que tratam de outros temas além de assuntos relacionados à faculdade. Ontem, encontrei o documentário Muito além do peso no blog Pimenta no Reino. Fiquei chocada em primeiro lugar com a atual realidade das crianças brasileiras, que só comem comida industrializada! Não moro no Brasil há mais de seis anos, não tenho filhos nem crianças na minha família mais próxima, por isso não estava a par da situação. Em segundo lugar, fiquei chocada com o fato de crianças não saberem como é uma batata, um mamão, uma beterraba, um chuchu! Não vou mentir, quando eu era criança eu não gostava de verduras e legumes, mas pelo menos ia à feira com meus pais semanalmente e sabia como eram os legumes, frutas e verduras. Minha mãe fazia toda a comida em casa, sucos eram só naturais (de maracujá e de goiaba, ai que vontade!), ir a restaurantes (pouquíssimas vezes ao ano) era só em dias muito especiais. Em terceiro lugar, fiquei chocada ao saber que algumas crianças que se atrevem (!) a levar frutas de lanche para a escola têm que se trancar no banheiro para poder comê-las sem serem rotuladas como estranhas. Em quarto lugar, fiquei chocada ao ouvir uma criança dizer que aula de educação física era teórica e durava somente 15 minutos! Posso continuar com a lista de coisas chocantes que ouvi no documentário, mas paro por aqui. Na Noruega também existem crianças e adultos obesos, mas, eu não creio que as pessoas estejam tão acomodadas com a situação como no Brasil. Pelo menos essa é a impressão que eu tenho ao ver o documentário.

Trabalho diretamente com crianças e adolescentes aqui na Noruega, e o que eu observo no meu ambiente de trabalho com relação à alimentação saudável e prática de esportes é que:

1. A escola (pública) dá frutas aos alunos gratuitamente todo dia, às 10 horas, depois da primeira aula. Os alunos entram na classe depois do recreio já pedindo as frutas, e quando eu chego com a cesta, eles avançam. As frutas mais comuns que vêm na cesta são banana, maçã, pera, laranja, mexerica, kiwi, ameixa e frequentemente eles mandam também cenourinhas. Como sempre há sobras, eu e os outros professores acabamos ganhando frutas diariamente, então eu como no mínimo uma ou duas frutas por dia, grátis.

2. A maioria das escolas públicas norueguesas não fornece merenda gratuita, então os alunos trazem seu próprio lanche. Eu fico com eles na hora do lanche duas vezes por semana, e observo que nenhum, absolutamente nenhum aluno leva lanche industrializado para a escola. O que mais se vê nas lancheiras são fatias de pão integral com frios (presunto, queijo branco, queijo marrom, salame, patê de fígado). Algumas meninas levam saladas que elas mesmo fazem. Os alunos que desejam podem pedir um frasco (200ml) de leite integral, ou leite achocolatado ou suco de laranja ou God Morgen, iogurte de baunilha com cereais) diariamente. Os pais têm que pagar. Não são muitos os que pedem.

3. O consumo de refrigerante, chocolate e outras guloseimas não é popular entre os alunos nos dias normais de aula. Quando há provas que duram o dia inteiro, eles pedem permissão aos professores para trazer essas iguarias.

4. Os alunos da nona série têm aulas de economia doméstica toda semana durante 2 horas e meia. Lá, eles aprendem sobre alimentação saudável, e fazem comida em grupos.

5. Há aulas de educação física duas vezes por semana, 60 minutos cada vez. Além disso, há pelo menos quatro dias ao ano em que os alunos fazem passeios de un dia inteiro para esquiar, acampar, nadar, etc. A maioria dos alunos participa de algum tipo de agremiação esportiva e treinam em seu tempo livre. Tenho alunos que jogam futebol, outros jogam handebol, outros jogam badminton, outros esquiam e tenho até um aluno que é ginasta olímpico.

6. Há um lema bastante difundido por aqui: Fem om dagen (cinco por dia). Quer dizer que todos devem comer cinco porções de frutas, legumes e verduras por dia. Peixe deve ser consumido ao menos duas vezes por semana (ponto para mim, ontem fiz sopa de peixe pro jantar).

7. É expressamente proibido fazer comerciais de TV dirigidos a crianças. Eu nunca vejo comercial de brinquedo, por exemplo. McDonald's e Burger King fazem comerciais, mas sem citar brinquedinhos que vêm com lanches ou algo do tipo. Também é proibido fazer comercial de bebidas alcóolicas e com apelação sexual (ou seja, as cervejas do Brasil estariam falidas aqui). Agora, um coisa que eu detesto aqui são os comerciais de cassinos e jogos de azar pela internet (deveriam ser proibidos também!)




segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Tudo em um só lugar

Consegui importar todas as minhas postagens do Multiply aqui para o Blogger. Havia tentado muitas vezes antes, sem sucesso. Agora está tudo aqui. Ao ver a lista de marcadores do lado direito da tela percebo quantos temas existem. Um dia ainda tenho que organizar esta bagunça. Mas, afinal, são mais de sete anos de blog.

Comemoramos o aniversário do marido no final de semana, fiz bolo e meus sogros vieram visitar. Estou com um resfriado chato que não quer ir embora.

Muita neve/chuva/meio-termo, mas já cumpri meu programa de exercícios físicos para o dia e agora vou tentar estudar um pouquinho. Como é bom estar de férias!